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domingo, 15 de abril de 2012

O cérebro da criança e aprendizagem


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O desenvolvimento cerebral que ocorre antes do nascimento e no primeiro ano de vida é mais rápido, extenso e muito mais vulnerável às influências ambientais do que acreditávamos. O ambiente afeta não só o número de células cerebrais e conexões entre elas, mas também a forma com que essas conexões são realizadas.

O desenvolvimento sadio do cérebro atua diretamente sobre a capacidade cognitiva. Desse modo, o estresse nos primeiros anos de vida tem um impacto negativo sobre o desenvolvimento do cérebro. Uma nutrição inadequada antes do nascimento e nos primeiros anos de vida pode interferir significativamente no desenvolvimento cerebral provocando distúrbios neurológicos e de comportamento, dentre eles, as dificuldades de aprendizagem (Carnegie Corporation, 1994). 

O cérebro de um recém-nascido é composto de trilhões de neurônios, alguns  já integrados  ao circuito intricado da mente e trilhões e trilhões com potencial quase infinito, de acordo com Begley (1996). As experiências da infância, assegura ele, determinam, dentre os neurônios que ligam os circuitos do cérebro, quais os que serão utilizados. Os que não forem, podem morrer. Assim, as experiências da infância determinam se uma criança "será um adulto inteligente ou não, medroso ou confiante, articulado ou não".

Tais descobertas sugerem que há "períodos cruciais" no desenvolvimento, quando o ambiente pode influenciar a maneira como o cérebro é "ativado" para funções como a linguagem, a matemática, a arte, música, ou a atividade física. Se tais oportunidades forem perdidas será mais difícil, porém não impossível, que possa  se reativar  futuramente. 

Segundo Rutter e Rutter (1993), um estrabismo não corrigido na infância resultará em perda permanente da visão binocular e a perda temporária de audição devida a infecções na infância leva à deterioração parcial do desenvolvimento da linguagem, fatos que comprovam a importância desses períodos. 

Os períodos cruciais da infância são: controle emocional, 0-2 anos; visão, 0-2 anos; vinculação social, 0-2 anos; vocabulário, 0-3 anos; segunda língua, 0-10 anos; matemática e lógica, 1-4 anos; música, 3-10 anos (Begley, 1996).  
O cérebro atinge metade de seu peso final já aos seis meses e 90% de seu peso final aos oito anos, tornando-se, em alguns aspectos, mais sujeito a danos durante esse período de rápido crescimento de acordo com Rutter e Rutter ( 1993). Os danos ocorridos antes do nascimento ou nos primeiros meses de vida têm menos probabilidade de causar déficits específicos, porém maior probabilidade de levar a uma redução geral da capacidade intelectual e escolar. É possível ainda que os efeitos de um dano ocorrido nos primeiros meses, tais como baixo peso, se manifestem mais tarde, acarretando dificuldades escolares, de acordo com pesquisas do mesmo autor. 

Crescimento do Cérebro


Os neurocientistas acreditavam, até há pouco tempo, que uma vez completado seu desenvolvimento, o cérebro seria incapaz de mudar,  principalmente no que diz respeito aos neurônios.  Entendiam que estes não podiam se auto-reproduzir ou sofrer mudanças significativas quanto às suas estruturas de conexão com os outros neurônios. 

Conseqüentemente, as partes lesionadas do cérebro seriam incapazes de crescer novamente e recuperar, mesmo que parcialmente, suas funções. De modo similar, a experiência e o aprendizado poderiam alterar a funcionalidade do cérebro, porém não sua anatomia.


As pesquisas dos últimos 10 anos têm revelado um quadro muito diferente.Descobriu-se que sempre que se aprende algo ou uma nova experiência é vivenciada as células cerebrais se modificam e essa modificação se reflete no comportamento.

Nenhum ambiente enriquecedor satisfará a todos os aprendizes igualmente,  uma vez que não existem dois cérebros humanos idênticos. Entretanto, o que realmente importa é o desafio que o ambiente considerado pode oferecer às células nervosas. 

Sabe-se que a observação passiva não é suficiente; é necessário que o indivíduo interaja com o ambiente. Diante disso, uma forma de garantir o crescimento contínuo é manter a curiosidade acesa, através da estimulação adequada.

Quando dizemos que as crianças possuem uma grande plasticidade diante de situações novas, estamos nos referindo na realidade às alterações celulares resultantes do aprendizado e da memória. Isso está relacionado à alterações na eficiência das sinapses que podem aumentar a transmissão dos impulsos nervosos, modulando assim o comportamento. Em resposta aos jogos, estimulações e experiências, o cérebro exibe o crescimento de conexões neuronais. 

Experiências realizadas com ratos pela neuroanatomista americana Dra. Marian Diamond demonstram que os animais  criados em  uma gaiola cheia de brinquedos e dispositivos tais como bolas, rodas, escadas, rampas, entre outros, desenvolveram um córtex cerebral consideravelmente mais espesso do que aqueles criados isoladamente ou em um ambientes limitados. 

O aumento da espessura do córtex deve-se a um maior número de células nervosas, mas  também a um aumento expressivo de ramificação dos dendritos e das interconexões com outras células.  
Parece que esse crescimento acontece também nos seres humanos  embora ainda não existam evidências diretas, como nos experimentos com ratos. Sabe-se, no entanto, que as tarefas de ativação mental são acompanhadas  de mudanças, por exemplo, no metabolismo cerebral tais como o consumo de glucose por células cerebrais, o aumento do fluxo e temperatura do sangue, observadas diretamente através de ressonância magnética funcional e de tomografia computadorizada.  

Conseqüências práticas 

A educação de crianças em um ambiente enriquecedor desde a mais tenra idade pode ter um forte impacto sobre suas capacidades cognitivas e de memória futuras.  A diversidade de sensações, a presença de cor, de música, a variedade de interações sociais, dos contatos e exercícios corporais e mentais podem ser benéficos, desde que não sejam excessivos.   

Pessoas que sofreram lesões em partes de seus cérebro, podem recuperar parcialmente as funções perdidas submetendo-se a uma estimulação mental intensa e diversificada, de maneira similar à fisioterapia para músculos debilitados.

Alimentos ou drogas artificiais que aumentem a ramificação dos dendritos,  o crescimento dos neurônios e seu aumento de volume podem ajudar na melhora do desempenho mental e memória nas pessoas normais ou em pacientes com doenças degenerativas do cérebro.  
   
Recentes pesquisas científicas demonstram que as experiências dos 3 primeiros anos de vida têm uma força singular no desenvolvimento do cérebro humano.Crianças que têm pouco estímulo nesta fase inicial da vida deixam de formar certos circuitos neuronais, comprometendo sua capacidade de aprender a falar, ler, cantar, tocar instrumentos, dançar, dominar outros idiomas, etc.

Quanto mais a criança for exposta à linguagem falada, escrita, cantada, maior será seu repertório e suas possibilidades de administrar com adequação suas emoções na relação com o ambiente.  Até os 10 anos, o cérebro está formando os circuitos da linguagem, razão pela qual se deve começar a aprender uma língua estrangeira antes disso.

A criança se incumbe do seu papel de aprender quando o ambiente é estruturado, afetivo e estimulante; não é necessário forçá-la , basta  ter bom senso e ser sensível à sua natural curiosidade.

Uso integral do  cérebro

Ao utilizarmos mais o hemisfério esquerdo, considerado racional, deixamos de usufruir dos benefícios contidos no hemisfério direito, tais como a imaginação criativa, a serenidade, a visão global, a capacidade de síntese e a facilidade de memorizar, dentre outros.  

Através de técnicas variadas poderemos estimular o lado direito do cérebro e buscar a integração entre os dois hemisférios, equilibrando o uso de nossas potencialidades. Uma das técnicas sugeridas consiste em fazer determinados desenhos, de forma não convencional, de modo que o hemisfério esquerdo ache a tarefa enfadonha e desista de exercer o controle total, entregando o cargo ao hemisfério direito, que se delicia com o exercício. 

O uso de música apropriada que diminui o ritmo cerebral, também contribui para que haja equilíbrio no uso dos hemisférios cerebrais.
Alguns pesquisadores  sugerem que se recorra à música barroca, especialmente o movimento “largo”, que causa as condições propícias para o aprendizado.  Segundo informam, ela possui a mesma freqüência que um feto escuta e nos remete ao lado direito do cérebro, fazendo com que as informações sejam gravadas na memória de longo prazo.

Ondas cerebrais

Nossa mente regula suas atividades através de ondas elétricas que são registradas no cérebro, emitindo minúsculos impulsos eletroquímicos de variadas freqüências, podendo ser registradas pelo eletroencefalograma.  Essas ondas cerebrais são conhecidas como:Beta, Alfa, Teta e Delta.

Beta - as ondas beta são emitidas quando estamos com a mente consciente, alerta ou nos sentimos agitados, tensos, com medo, variando a freqüência de 13 a 60 pulsações por segundo na escala Hertz; 

Alfa - ondas emitidas quando nos encontramos em estado de relaxamento físico e mental, embora conscientes do que ocorre à nossa volta, sendo a freqüência em torno de 7 a 13 pulsações por segundo;

Teta - ondas de mais ou menos  4 a 7 pulsações caracterizando um estado de sonolência com reduzida consciência; 



Delta - quando há inconsciência, sono profundo ou catalepsia, emitindo entre 0,1 e 4 ciclos por segundo.

As duas últimas freqüências de onda são consideradas patológicas.

Geralmente costumamos usar o ritmo cerebral Beta.  Quando diminuímos o ritmo cerebral para alfa, nos colocamos na condição ideal para aprender, guardarmos fatos, dados, elaborarmos trabalhos difíceis, aprendermos idiomas, analisarmos situações complexas.

A meditação, os exercícios de relaxamento e as atividades que favorecem a sensação de calma também proporcionam esse estado alfa.  De acordo com neurocientistas o relaxamento atento ou o profundo, produzem aumentos significativos de beta-endorfina, noroepinefrina e dopamina, ligados a sentimentos de clareza mental ampliada e de formação de lembranças, que duram horas e até mesmo dias.  É um estado ideal para o pensamento sintético e a criatividade, funções exercidas pelo hemisfério direito.

Uma vez que é fácil para este hemisfério criar imagens, visualizar, fazer associações, lidar com desenhos, diagramas e emoções, além do uso do bom humor e do prazer,  o aprendizado será melhor absorvido se estes elementos forem acrescentados à forma de se estudar.
  
O ideal é que nos utilizemos de todo o potencial do cérebro. Quando levamos uma vida inteira exercitando quase que só as funções do hemisfério esquerdo, ou só o lado direito, ocorrem as doenças cerebrais degenerativas, como o mal de Alzheimer.

Necessitamos, portanto, estimular as diversas áreas do nosso cérebro, ajudando os neurônios a fazerem novas conexões, diversificando nossos campos de interesse e de ação.





Dentro do cérebro do seu filho: 
Um guia visual



Passe o cursor sobre cada área para saber mais. 



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Pesquisas recentes mostram que os primeiros três anos de vida são fundamentais para o desenvolvimento do cérebro da criança. Nesse período, o cérebro triplica de peso e cria bilhões de conexões entre neurônios -- o dobro do número de conexões de um adulto.

Passe o mouse sobre cada área do cérebro para ver quais funções ela controla. Clique para ler mais informações. 
Fonte: http://www.florijane.com/Antigo%20Site/cerebro_e_aprendizagem.htm
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