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terça-feira, 19 de outubro de 2010

Premiação Educador nota 10 fundação Victor Civita 2010


 Premiação educador nota 10 fundação Victor Civita.
Tive o prazer de presenciar.


Olá Pessoal

Hoje  estou muito feliz,  tive ontem o privilégio de presenciar a cerimônia de premiação da fundação Victor Civita do prêmio educador nota 10/2010.
Foi emocionante, eu chorei do começo ao fim, foram apresentados os projetos vencedores, todos muito bem executados e simples, não foi escolhido nenhum projeto que fosse dificil de ser executado.
Ficou mais do que provado que para ser um bom professor, basta ter criatividade, dedicação e muita pesquisa.
Foram escolhidos 11 projetos, sendo 10 de professores e 1 de gestor, todos ganharam o troféu e uma premiação de 15 mil reais, a premiação ficou por conta da fundação com o patrocinio do grupo positivo.
Depois de premiados a comissão julgadora se reuniu e escolheu dentre os professores aquele que ganharia o título de educador do ano, este seria premiado com uma bolsa de estudos para a formação continuada, na instituição de sua escolha.
A ganhadora do prêmio para educação infantil e que recebeu o voto dos jurados para educadora do ano de 2010 foi Silvia Ulisses de Jesus.
Conheça agora os educadores premiados e os projetos vencedores, lembrando que foram mais de 3 mil projetos inscritos.



Sílvia Ulisses de Jesus

Em Belo Horizonte, a professora da creche levou os bebês a reconhecer o corpo por meio de brincadeiras, do uso do espelho e de experimentações

Foto: Pedro Mota

Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10
Atuando na creche, uma etapa ainda muito pautada pelo assistencialismo, a professora Sílvia Ulisses de Jesus conseguiu articular as duas dimensões mais importantes da Educação Infantil: o cuidar e o educar.
Para auxiliar os bebês a se conhecer e a explorar o mundo, ela planejou um conjunto completo de atividades: desenho, pintura, interação com o espelho e um tapete de sensações, músicas e imitação de gestos, movimentação pela sala e experimentação de sabores.
Sílvia também aproveitou as oportunidades de educar nas atividades rotineiras. A hora do banho, por exemplo, transformava-se no momento de conversar com os pequenos, de se aproximar pelo toque, de descrever o que iria fazer ("Vamos lavar os seus pés agora") e de cantar músicas.
Com um contato estreito com as famílias, a professora mostrava que a creche não era só um lugar para deixar as crianças durante o trabalho, mas principalmente um espaço de aprendizagem. "Graças a muito estudo, consegui criar condições favoráveis para que os pequenos se desenvolvam", conta ela.

Uma das frases que a Silvia disse ontem na premiação e que me tocou foi " Os doutores deveriam estar na educação infantil, e os graduados com os universitários, porque a educação infantil é decisiva na formação do sujeito".

Juliano Custódio Sobrinho

Alunos do 9º ano de Petrópolis, RJ, investigaram a vida de imigrantes e escravos. O trabalho uniu História Local e do Brasil

Foto: Gilvan Barreto

Para ensinar um conteúdo clássico - a transição do trabalho escravo para o assalariado no fim do século 19 -, o professor Juliano Custódio Sobrinho propôs que os alunos do 9º ano recorressem à história de seus familiares.
A proposta era recolher relatos de pais, avós e moradores antigos de Petrópolis, a 72 quilômetros do Rio de Janeiro, em busca de pistas que explicassem como a imigração europeia substituiu a mão de obra escrava na cidade.
Transitando por todos os procedimentos necessários a uma investigação em História Oral (como a montagem da pauta de entrevistas, a coleta de depoimentos e sua análise crítica), os estudantes compreenderam como se se realiza um projeto de pesquisa.
Reforçado com informações de fontes escritas o trabalho se transformou num mosaico de informações sobre a História na cidade, onde a família imperial passava o verão. "O conteúdo produzido pela turma foi entregue a um centro cultural e virou material de pesquisa para os moradores", conta.

Joice Mayumi Nozaki

Para mostrar as diferenças entre luta e briga aos alunos de 5ª e 7ª séries de São Paulo, a educadora levou a turma a estudar os movimentos corporais

Beatriz Santomauro (bsantomauro@abril.com.br)
Foto: Marcos Lima

Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10
No início do ano, as turmas de 5ª e 7ª séries da EMEF Professor Mario Marques de Oliveira, na capital paulista, não sabiam apontar as diferenças entre briga e luta. Coube à professora Joice Mayumi Nozaki definir com clareza a distinção: diferentemente das pelejas de rua, as lutas têm regras e objetivos próprios e fazem parte da cultura.
O planejamento das aulas incluiu o ensino dos elementos que estruturam as modalidades: equilíbrio e desequilíbrio, força, rapidez, atenção e agilidade. Para entendê-los na prática, os alunos experimentaram jogos como o braço de ferro e confrontos com bexigas (o objetivo era tentar estourar a do colega).
Além da vivência do movimento, Joice investiu na pesquisa. Enquanto a 5ª série inventava brincadeiras com base nos aspectos estudados, a 7ª série procurava na internet informações sobre técnicas, histórias, vestimentas e países em que são praticados o judô, a esgrima e a capoeira. "A meta foi ampliar o leque de práticas corporais que a garotada conhecia", explica Joice.

Ana Cristina Santos de Paula

Tendo o centenário de nascimento de Carmen Miranda (1909-1955) como mote, a professora de Arte fez a turma de 6º ano do Rio de Janeiro mergulhar na produção musical da cantora

Foto: Gilvan Barreto
Mais sobre o Prêmio Victor Civita 2010
Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10
Para engajar toda a turma de 6º ano na aprendizagem de posições da flauta doce, a professora Ana Cristina Santos de Paula aproveitou a trajetória de Carmem Miranda (1909-1955).
A sequência didática começou com uma pesquisa sobre a vida da cantora e suas principais canções. "A exploração musical se deu pela experimentação do instrumento, como fazem os artistas populares", explica. A prática contemplou a heterogeneidade da classe: enquanto os mais experientes podiam tocar as músicas inteiras, os iniciantes se concentravam nos refrões.
Para facilitar o processo, Ana Cristina recorreu à linguagem musical mais simples, utilizando partituras só com as sete notas sem explorar as chamadas figuras musicais, que indicam a duração do som. A ideia era que a turma testasse os tempos mais adequados durante as execuções.
Como resultado, os níveis de conhecimento se aproximaram. Todos aprenderam as principais posições da flauta doce - e mergulharam na obra de uma das intérpretes mais representativas do Brasil.

Jandira de Oliveira Costa Stand

A professora realizou um projeto de leitura e reescrita de fábulas com uma turma da 3ª série de São Paulo contemplando todas as etapas essenciais

Foto: Fernanda Preto

Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10
Ao realizar uma sondagem sobre a qualidade dos textos da 3ª série, a professora Jandira de Oliveira Costa Stand descobriu que os estudantes não sabiam usar pontuação, paragrafação e outros recursos da escrita em prosa. Para ajudá-los a avançar, ela elaborou um projeto que transformou as poucas linhas que a turma produzia em longas narrativas, gostosas de ler.
Inspirada por um curso de formação continuada, Jandira optou pela reescrita de fábulas, incluindo etapas como leitura coletiva, reescritas individuais e em grupo e sucessivas revisões. "Dei muito espaço à leitura, pois essa é a principal forma de perceber a importância dos recursos discursivos para ditar o ritmo das histórias", explica.
Para incluir uma estudante com paralisia cerebral em processo de alfabetizacão, Jandira flexibilizou o desafio da escrita: propôs o uso de letras móveis e recorreu ao trabalho em grupo, pedindo a ela que ditasse o texto a um colega.
No fim do projeto, as fábulas, cheias de estilo, foram reunidas num livro, presenteado aos outros alunos da escola.

Lisiane Hermann Oster

Recorrendo a coleções de objetos e a jogos, a professora de Ijuí, RS, estimulou a escrita e a reflexão sobre números e operações matemáticas na pré-escola

Foto: Tamires Kopp

Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10
Já está mais do que provado: as crianças não aprendem os números seguindo a ordem um a um, mas estabelecendo relações com aqueles que elas já conhecem no dia a dia.
Apoiada nessa concepção, a professora Lisiane Hermann Oster desenvolveu um projeto para auxiliar os pequenos da pré-escola a reconhecer os algarismos (inclusive os de grandezas maiores), as operações e as contagens como ferramentas necessárias no cotidiano.
Para chegar lá, a educadora preparou diversas situações em que os números são importantes: quem é o mais alto? Dá para medir a altura em números? Como descubro o peso e o indico em números? E o tamanho do pé, como saber qual calçado cabe? A caça às respostas incluiu uma pesquisa sobre o sistema numérico, que culminou na confecção de um jogo de cartas do tipo Supertrunfo.
Com ele, as crianças testaram hipóteses sobre o que faz um número ser maior que outro e a importância da posição dos algarismos. "Elas aprenderam usando o sistema e não repetindo o que eu falava", afirma.

Maria Níceas Oliveira França

Estudantes do 9º ano de Sobral, CE, ampliaram sua visão sobre a caatinga com saídas a campo completas, da pesquisa inicial à reflexão sobre os dados

Bruna Nicolielo
Foto: Wellington Macedo

Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10
Para a turma de 9º ano da EMEF Professor Arruda, em Sobral, a 239 quilômetros de Fortaleza, a caatinga era apenas um ambiente marcado pela seca, rude e com vegetação esturricada. Apesar de ser a paisagem dominante da cidade, os alunos reproduziam o que traziam os livros didáticos.
A educadora Maria Níceas Oliveira França quis desconstruir essa visão. Com imagens de diferentes biomas brasileiros, ela debateu com a turma três conceitos - paisagem, lugar e território -, fundamentais para entender como se organiza o espaço.
Em seguida, organizou saídas a campo. Numa praça próxima, a garotada analisou os elementos naturais e humanos que compunham os arredores. Mais adiante, uma viagem até a zona rural do município permitiu observar uma surpresa: a exuberância da caatinga no inverno.
As árvores estavam verdes, e os açudes, cheios (bem diferente da paisagem dominada por arbustos secos e cactos que os estudantes tinham no imaginário). "Contribuí para um olhar mais complexo sobre a paisagem", comemora.

Rosana Helena Brocco Zaffalon

Em Sinop, MT, estudantes do 5º ano pesquisaram a transmissão da dengue, investigando o contágio e a prevenção e as diferenças entre vírus e bactérias

Foto: Marina Piedade

Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10
Localizada numa região em que há poucas décadas se estendia o manto verde da floresta Amazônica, a cidade de Sinop, a 508 quilômetros de Cuiabá, viveu em 2009 um surto de dengue. O problema chamou a atenção da professora Rosana Helena Brocco Zaffalon - ela própria acometida pela doença duas vezes.
Para que a classe do 5º ano investigasse as causas da enfermidade, a educadora preparou um projeto que contemplou as principais etapas de uma investigacão científica. Ela levou a turma a mapear os bairros mais afetados (com base em tabelas de incidência iguais às usadas pelos especialistas), ajudou a construir questionários para entrevistar biólogos e organizou observações no microscópio.
A turma pode conferir as fases do vetor da doença, Aedes aegypti (ovo, larva, pupa e mosquito), percebeu que só a fêmea pica e discutiu diferenças entre vírus (sempre nocivos) e bactérias (que podem ser prejudiciais ou úteis ao homem). "Mostrar que as alterações ambientais impulsionam a doença foi o melhor caminho para trabalhar a prevenção", diz.

Rosilene Anevan Fagundes

A professora de Pinhais, PR, orientou a turma de 8º ano na investigação da interdependência entre grandezas representadas por um tipo específico de função

Beatriz Vichessi (bvichessi@abril.com.br)
Foto: Marcelo Almeida

Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10
O currículo da 8ª série trazia a recomendação de trabalhar o conceito de função afim, uma expressão do tipo y = ax + b. Se para quem não é da área o assunto soa complicado, imagine a dificuldade dos alunos do Colégio Estadual Deputado Arnaldo Faivro Busato, que nem sequer conheciam os requisitos para explorar o tema.
Decidida a avançar sem deixar ninguém para trás, a professora Rosilene Anevan Fagundes planejou atividades de recuperação sobre equações de 1º grau, potenciação e sistema cartesiano. Paralelamente, deu largada ao conteúdo, abordando a noção de dependência entre duas variáveis e orientando a construção de gráficos.
Estimulados a pesquisar a função afim no cotidiano, os estudantes a encontraram em diversas atividades comerciais. Num restaurante por quilo, por exemplo, a fórmula y = ax + b expressa a conta (y) de um cliente que pagou um couvert fixo de entrada (b) e mais um valor (a) multiplicado pelo peso consumido (x). "Ver a turma aprender isso não tem preço", festeja Rosilene.

Angélica Arroio Quiqueto de Sousa

A vencedora da categoria Gestor Nota 10 desenvolveu em Tupã, SP, um projeto de formação para que os professores se tornassem leitores proficientes

Foto: Kriz Knack

Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10
Para ajudar os alunos da EMEF Professor Odinir Magnani a se tornarem leitores literários, a coordenadora pedagógica Angélica Arroio Quiqueto de Sousa, vencedora da categoria Gestor Nota 10, elaborou um projeto de leitura que entrou no cotidiano da escola pela porta das reuniões pedagógicas.
O objetivo desses momentos de estudo não era simplesmente mostrar aos educadores como abordar a leitura em sala, mas refletir sobre a importância desse conteúdo e construir conhecimento em grupo.
Conforme o projeto avançava, a observação de aulas deu origem a estratégias como a tematização da prática (análise e teorização coletiva sobre a atuação em sala) e os registros reflexivos, feitos por todos no fim de cada encontro. O resultado é uma escola em que todos leem. "Por aqui, alunos, pais, professores e gestores compartilham leituras, confrontam autores e fazem indicações literárias", orgulha-se a coordenadora.

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