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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Mentira infantil




“A mentira é essencialmente uma afirmação contrária à realidade dita por um indivíduo a outro com a finalidade de o induzir em erro.” Broyer (1975)
A mentira é sem dúvida o ato de falsear a realidade, mas deve ser classificada segundo a intenção do seu autor. Assim, podem ser consideradas de “boas mentiras” aquelas que se dizem com a intenção de ajudar alguém, quando vamos visitar uma pessoa que sabemos que está muito doente e lhe dizemos que irá melhorar depressa.
A mentira nasce do isolamento intelectual ou afetivo da pessoa que mente, que por vezes se fecha no seu mundo porque se considera incompreendida pelos outros, e o ato de mentir por vezes não passa de uma chamada de atenção.

Reações dos Educadores face à mentira infantil

Quando se pretende explicar a mentira aos educadores, estes demonstram uma enorme resistência intelectual em aceitar a complexidade da compreensão psicológica da mentira na criança.
Segundo Broyer (1975) acima mencionado, compreender e tentar encontrar quais as razões que levam a criança a mentir, é considerado por muitos adultos uma perda de tempo, porque acham que há crianças mentirosas, assim como as há francas e gentis. Para alguns adultos o fato da criança mentir deve-se à existência de uma malformação psíquica que a impede de ser como os outros e de dizer a “verdade”, assim se explica o facto de muitos ficarem aterrorizados quando se apercebem que o seu filho .
A maior parte das vezes como se sente culpados pelo comportamento dos seus filhos, farão avaliações depreciativas sobre si próprias e sobre a educação que deram às suas crianças.
As reações dos adultos, podem apresentar os seguintes tipos:
• Lastimar-se aos outros e a si próprio, pelo fato de ter que lidar com uma criança “desequilibrada”.
• “Desligar-se” afetivamente do mentiroso;
• “Arregaçar as mangas” e voltar aos bons e velhos princípios educativos, que tal como diziam os mais velhos sempre foram eficazes, no tempo em que a psicologia não perturbava as mentes com os seus complexos e recalcamentos: recorre-se então, às sanções corporais, ao açoite e à tareia;
• “redobrar de atenção” com esta criança, que muitas vezes fica catalogada como sendo incapaz de perceber a “verdade” e que terá muita necessidade de ter ao seu lado uns pais capazes de a ajudar a ultrapassar este grande, ou talvez, pequeno problema.

Durandin citado pelo autor Gérard Broyer (1975), fez um estudo sobre as causas que levam a criança a mentir e divide a mentira infantil conforme as causas da sua existência:
 
1. Mentir por brincadeira
2. Mentir para fazer mal a alguém
3. Mentir para evitar desgostos
4. Mentir para proteger um grupo
5. Mentir por interesses
6. Mentir para não se sentir inferior
7. Mentir pelo prazer de enganar alguém
8. Mentir por timidez
9. Mentir para evitar sanções
10. Mentir para ser acreditada
 
Fonte: educação de infância blog

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