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sábado, 19 de setembro de 2009

Matérias publicadas sobre pedagogia hospitalar


Hospital oferece aulas para paciente com câncer acompanhar ano letivo

AMARÍLIS LAGE
da Folha de S.Paulo

Joyce Mayra Ferreira, 13, começou a cursar em 2008 o sétimo ano em uma escola de Cuiabá (MT). A chegada à nova escola exigiu, além das adaptações de praxe, um esforço à parte. "Eu estava muito acostumada a ter só aula particular", brinca.

Ela cursou o sexto ano em uma escola diferente: a Schwester Heine, dentro do Hospital A. C. Camargo, em São Paulo, voltada para crianças que aprendem, também, a enfrentar o câncer.

Joyce, que tinha um tumor no fígado, passou 2007 na instituição. Para não perder o ano letivo, foi matriculada em uma escola de São Paulo, que encaminhava as atividades e as provas ao hospital.

Em geral, as aulas são diárias, mas duram, no máximo, uma hora e meia, conta Iara de Castro Alves, 51, que leciona no local há oito anos. A aula ocorre quando a criança se sente bem. Devido às limitações de carga horária, o conteúdo precisa ser adaptado.

O calendário também não segue o regular. Após o recesso de fim de ano, a escola volta a funcionar. "No primeiro ano da escola, em 1987, as professoras tiraram férias. Os médicos notaram que o uso de analgésicos subiu muito. Desde então, fazemos um rodízio para que cada professora tire férias numa época", conta a professora Eliane Latterza, 52.

A escola tem 12 professoras. Eliane e outra são contratadas pelo governo do Estado e as demais são da rede municipal. As professoras dão aulas de praticamente tudo. Mas, quando o assunto é física, química ou inglês, pedem apoio. Para isso, o hospital possui uma rede de professores voluntários.

O nome da escola, Schwester Heine, significa freira Heine em alemão e é uma homenagem à primeira responsável pelo serviço de enfermagem do hospital --uma enfermeira alemã da Cruz Vermelha que veio em missão ao Brasil e ficou.

No início de dezembro, Joyce voltou para São Paulo para o acompanhamento e aproveitou para matar a saudade das antigas professoras. Sua mãe, Maristela Santos, 47, conta orgulhosa que muitos dos funcionários a reconheceram, mas não a filha. "Ficam surpresos quando veem a moça que ela virou."

Aliás, não foi só Joyce que usufruiu da escola. Para aliviar a tensão, Maristela aprendeu a fazer peças artesanais. De volta a Cuiabá, abriu uma loja, onde vende as peças que aprendeu a fazer.


Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u485439.shtml

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