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domingo, 20 de setembro de 2009


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Embora esta semana o prefeito Kassab anunciou que cortaria uma refeição das creches e após receber diversas críticas recuou na decisão. Decidi postar a palhaçada que o prefeito de São Paulo, tem feito com as verbas destinadas a Educação.
Leia abaixo as duas matérias publicadas, primeiro a respeito do corte e depois do recuo devido as críticas.

Eu gostaria de perguntar ao prefeito Kassab, se ele realmente acha que as refeições terceirizadas de má qualidade oferecidas as crianças das creches de São Paulo, podem prejudicá-los por execesso de comida como o prefeito declarou.
As crianças chegam a receber meia maçã como lanche e o prefeito ainda acha que eles comem demais?

O jornal Folha de São Paulo também publicou o cardápio servido nas creches de São Paulo.

Kassab corta refeição em creches

Depois de cortar 20% da verba destinada à varrição pública, a gestão Gilberto Kassab (DEM) coloca em prática uma nova redução de gastos, desta vez na alimentação das crianças matriculadas em creches administradas pelo município. Secretário de Educação alega que motivo não é economizar. Ubes critica medida.



Além de decidir cortar uma refeição Kassab dispara "comer demais faz mal"


A redução ocorre porque a prefeitura decidiu eliminar, a partir de segunda-feira, uma das cinco refeições do cardápio diário das crianças. O argumento é que o tempo de permanência das crianças nas creches diminuiu de 12 horas para 10 horas e foi preciso readequar o cardápio.

O horário de funcionamento das creches foi reduzido em janeiro e, segundo a assessoria de imprensa da secretaria de educação da prefeitura de São Paulo, por demanda dos próprios professores da rede municipal. Outra alegação é a de que a maioria das crianças não permanecia o tempo integral (12h) nas creches. Entretanto, a assessoria não soube dizer porque não adotar medida intermediária, como a contratação de um número maior de profissionais para atender as 12h, implementando uma justa redução da jornada destes professores.

Com a mudança, de acordo com o secretário municipal de Educação, Alexandre Schneider, o gasto médio mensal da prefeitura com alimentação nas creches será 20% menor, caindo de R$ 2,85 milhões para R$ 2,28 milhões. Entretanto, o secretário afirmou que a intenção não é economizar. "O gasto mensal com merenda é de R$ 36 milhões, incluindo todas as escolas. A mudança no cardápio das creches vai representar menos de R$ 600 mil de economia."

Na contramão do Brasil

O presidente União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Ismael Cardoso, critica a medida: “São Paulo vai na contramão do Brasil. Enquanto o país aumenta os recursos para investimento em Educação, o município de São Paulo promove cortes. Enquanto a marcha em outras cidades é para diminuir o número de creches em situação de parcerias público-privadas, tornando-as cada vez mais públicas, a prefeitura de São Paulo prioriza milionárias verbas publicitárias e corta gastos na educação. É estranho cortar alimentação das crianças. O prefeito deve uma explicação”.

A justifica apresentada pelo secretário de educação é a de que a mudança foi feita com o respaldo de nutricionistas e não haverá prejuízo nutricional para as crianças. Até janeiro deste ano as creches funcionavam por 12h e o intervalo entre as cinco refeições que eram oferecidas era de 2h40. Como o período de atendimento das creches foi reduzido para 10h diárias, a eliminação de uma das cinco refeições mudará para 2h50 o intervalo entre as refeições das crianças.

A assessoria de imprensa da secretaria de educação afirmou que a manutenção da dieta equilibrada das crianças dependia da redução de uma refeição durante as 10h em que elas ficam nas creches, mas não soube explicar por que, então, tal medida não foi implementada juntamente com a redução do período de permanência das crianças nestes institutos (que ocorreu em janeiro).

Sem café ou sem janta?

Schneider disse que algumas unidades ficarão sem o café da manhã, e outras, sem o jantar. "Nas creches que funcionam das 7h às 17h haverá café da manhã, mas não terá jantar. E as que funcionam das 8h às 18h darão jantar, mas não darão café da manhã."

Neste contexto, o caso mais dramático é o corte do jantar, afinal, segundo a nutricionista Pérola Ribeiro, crianças de famílias mais carentes teriam problemas, pois fariam lanche à tarde e só comeriam novamente no dia seguinte, na creche.

Indagada a respeito de crianças nesta situação, a assessoria de imprensa da secretaria de educação disse que não há estatísticas quanto ao número de famílias que viveriam tal drama e lembrou que a responsabilidade sobre a criança é da família, o Estado apenas oferece um serviço complementar e que garante conteúdo educacional para estimular o desenvolvimento da criança.

O corte de uma refeição pegou de surpresa os pais. No Centro de Educação Infantil Parque Novo Mundo, na Vila Maria (zona norte de SP), eles receberam um formulário com duas opções: escolher se o filho ficará sem café da manhã ou sem jantar. O papel não podia ser levado para casa e tinha de ser respondido no local.

Conceição dos Santos Umbelino, 23, que tem uma filha de dois anos na creche, discorda do corte. "Não acredito que a prefeitura quer economizar com alimentação", disse.
"Se elas vêm de longe, não dá para cortar o café da manhã das 7h30 e dar algo para comer só às 9h. É um intervalo muito grande para crianças que, muitas vezes, saíram de casa antes das 6h", afirma a professora de pediatria da Faculdade de Medicina do ABC, Denise de Oliveira Schoeps. "Isso poderia causar vários danos ao desenvolvimento físico", afirma. Além disso, diz ela, os cardápios precisam ser balanceados, para evitar ingestão de calorias em excesso.

Creches conveniadas (PPPs)

O corte não atinge creches conveniadas --mantidas por organizações sociais. Segundo a prefeitura, elas já vinham oferecendo às crianças o cardápio com quatro refeições. Cerca de 60 mil crianças terão uma refeição a menos. Elas ficam nas 360 creches diretas e 301 indiretas --cujo espaço é cedido pela prefeitura, mas a administração é feita por entidades filantrópicas. A cidade possui ainda 651 creches conveniadas. Ao todo, as creches atendem a 120.499 crianças.

Kassab e Serra – uma relação profícua

Os comentários de leitores que acompanharam a notícia pela Folha Online também demonstram revolta com a medida e atribuem a decisão a uma política do DEM e do PSDB. Após falar sobre a relação do prefeito Gilberto Kassab com o governador José Serra, o leitor Alessandro Correia tascou: “Acho que ele [Serra] pretende terceirizar a União também, terminando de passar o Banco do Brasil, Petrobrás entre outros. Deveríamos ter esses políticos terceirizados, assim se não cumprissem com seu dever ou fossem pegos em algum escândalo poderíamos manda-los embora e contratar outro. Pensem nisso no plenário.”

fonte:Folha Online


Fonte: Folha de São Paulo - 18/09/2009

Kassab recua e não vai mais cortar uma refeição em creches

Horas depois de dizer que comer demais também faz mal à saúde, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), desistiu de cortar uma das cinco refeições diárias das creches administradas pelo município. Em nota distribuída pela Secretaria da Educação no início da noite, a assessoria de imprensa do órgão afirmou que a medida foi tomada para "tranquilizar as famílias". Com o corte noticiado pela Folha ontem, cada creche teria de optar por retirar o café da manhã ou o jantar das crianças -60 mil seriam afetadas. Pela manhã, questionado sobre a medida, Kassab disse que não era um corte, mas uma decisão técnica motivada pela redução do tempo de permanência das crianças nas creches -de 12 horas para dez horas, em vigor desde janeiro. Na entrevista, afirmou: "Para ser sincero, tecnicamente existe uma exposição de motivos que mostram que as crianças não podem ter uma alimentação superdimensionada. Faz tão mal à saúde comer demais como comer de menos". Na nota, mais tarde, a secretaria informou que manterá a "alternativa de fornecimento de cinco refeições, respeitadas as necessidades específicas dos alunos de cada unidade". A partir de agora, de acordo com a pasta, será feita também uma ampla pesquisa com famílias e diretores para avaliar a situação alimentar das crianças -e solucionar "carências". O secretário da Educação, Alexandre Schneider, havia defendido a medida ao escrever em seu blog: "Se mantivéssemos as cinco refeições estaríamos alimentando as crianças a cada duas horas e desobedecendo todas as recomendações que regem uma alimentação saudável para esta faixa etária". EntrevistaDe manhã, apesar de defender a redução na quantidade de refeições, Kassab afirmou que não havia sido consultado. Negou também que a medida tenha sido tomada em razão de questões financeiras. "É inacreditável que alguém possa acreditar que existirá restrição financeira à merenda", disse. Com a mudança, as despesas mensais da prefeitura com alimentação nas creches seriam 20% menores -de R$ 2,85 milhões para R$ 2,28 milhões.

Leia trechos da entrevista de Kassab pela manhã:


Pergunta - Por que cortaram uma das refeições das creches?
Kassab - Não houve corte. O que houve foi uma redução na carga horária das crianças.
Pergunta - Mas reduziu de cinco para quatro refeições diárias.
Kassab - Tecnicamente existe uma exposição de motivos que mostram que as crianças não podem ter uma alimentação superdimensionada. Faz tão mais mal à saúde comer demais como comer de menos. Portanto, a prefeitura tem orientação técnica em relação à refeição dada às crianças.
Pergunta - Muitas crianças vão à creche só para ter refeição porque elas não conseguem ter em casa. Elas estavam com refeições demais?
Kassab - Não acredito. Acredito que as refeições são muito bem balanceadas e continuarão sendo. O que houve foi a mudança no tempo de horas que as crianças permaneciam na escola.
Pergunta - Tem uma crise financeira na prefeitura?
Kassab - Não, não há crise. A saúde financeira da prefeitura está adequada para o momento que vivemos. Nós tivemos uma redução nas receitas de R$ 5 bilhões. Fizemos ajustes no Orçamento que nos permitem manter a prioridade nas ações quanto à saúde e à educação.
Pergunta - Por que está cortando a merenda?
Kassab - Acho inacreditável alguém supor que uma administração vá cortar a merenda. Tem muita coisa para cortar até cortar a merenda.
Pergunta - Por que o corte foi feito agora se a carga horária foi reduzida desde o começo do ano?
Kassab - Volto a dizer que as decisões são técnicas e jamais financeiras.
Pergunta - O sr. foi consultado antes dessa decisão ser tomada?
Kassab - Não, [sobre] as questões técnicas rotineiras eu não sou consultado. Quando tomo conhecimento, se discordo, posso até pedir para ser revisto.

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